Mostrar mensagens com a etiqueta (continua). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta (continua). Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
ter olhos e ver
A visão. Uma visão.
A distância que vai de uma sentença à outra dá a medida da importância e amplitude dessa faculdade. Por isso, falar dela é tarefa tão gigantesca e espinhosa. Há tantas espécies de visão como espécies de cegueira. Há a permanente, quando nunca se viu. Mas dessa nunca se teve realmente consciência, portanto nunca se lhe sentiu a ausência, na verdade nem existiu. Estar obnubilado, o que pressupõe a realidade e a sua negação, parece, relativamente, mais dramático.
Felizmente... existe a relatividade!
a passagem do tempo
É impressionante como todos à nossa volta envelheceram. Ao ponto de se tornarem irreconhecíveis. Como é evidente, nós também vamos na mesma embarcação. Mas para nós sempre reservamos um lugar mais resguardado, mais arejado, onde os detritos do tempo não se acumulam tão intensamente. Recusamos envelhecer assim, de uma forma tão chocante: no fundo sabemos que por detrás daquela cara - que é um mistério - subjace o viço imorredouro, enquanto inesquecível, dos nossos verdes anos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)